sexta-feira, 17 de junho de 2011

Um convite à reflexão


Tenho acompanhando as recentes notícias envolvendo a situação da saúde na cidade de Suzano, em especial, o triste episódio envolvendo as mortes dos recém-nascidos na Santa Casa de Misericórdia.

Quero me solidarizar às mães e pais que sofreram as perdas, manifestar meu profundo pesar e consideração.
Infelizmente a dor de alguns, têm sido amplamente utilizada como palanque político daqueles que demonstram não ter nenhum tipo de sensibilidade e responsabilidade.

Acredito que a explicação técnica já foi dada pelos órgãos competentes, incluindo o provedor da Santa Casa, Dr. Marcos Izzo e a secretária municipal de Saúde, Célia Bortoletto, com os quais tive a oportunidade de estar reunido nesta manhã (31/05), em visita técnica realizada na Santa Casa.
Minha indignação é pela apropriação política que alguns têm feito da desgraça dos outros, em especial, o jornal Diário do Alto Tietê.

Estou na política partidária desde 1988, orgulho-me em dizer que nunca tive problemas com a mídia e sempre os respeitei, mas o que temos visto na cidade de Suzano é vergonhoso! Um jornal que cria factóides na expectativa de alavancar suas vendas, que cria problemas onde não existe, distorce depoimentos e faz clara perseguição aos que não servem seus interesses financeiros.

Lamento pela falta de ética de tais profissionais, que sem dúvida alguma somente envergonham a classe.
Está claro que a disputa em Suzano é política. Tivemos enormes avanços, nas mais diversas áreas e isso incomoda a oposição. Uma oposição que pensa, age e trabalha em prol de interesses próprios, esquecendo-se daqueles que são os principais, a população.

Quero convidar aqueles que estão tirando proveito próprio, fazendo politicagem e defendendo os interesses de uma pequena classe dominante a uma reflexão: não se brinca com algo tão sério, não se brinca com o sentimento das pessoas! Quero convidá-los a efetivamente contribuir na construção de uma Suzano melhor para todos e todas.

José Candido
Deputado Estadual – PT / SP

terça-feira, 31 de maio de 2011

25/05/2011 VI Prêmio África Brasil 2011

  Deputado José Candido e o Prefeito de Suzano Marcelo Candido


O deputado estadual José Candido participa nesta quarta-feira, dia 25 de maio, da entrega do VI Prêmio África Brasil. O evento acontece na Capital Paulista.
A premiação é organizada pelo Centro Cultural Africano (CCA), localizado em São Paulo, e foi criada para homenagear personalidades, empresas e governos que se destacaram com projetos e ações sociais quecontribuíram para o desenvolvimento humano, social-sustentável, beneficiando a inclusão social dos afrodescendentes.
Anualmente o prêmio acontece no dia 25 de maio – Dia de Luta pela Independência da África - instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU.   
Na edição de 2010 o prefeito de Suzano Marcelo Candido foi condecorado com o prêmio, e o deputado José Candido com uma homenagem especial por sua parceria com o CCA na realização desta e outras atividades.  

Sacerdotisas de matriz africana recebem homenagem na Alesp

Pelo terceiro ano consecutivo o Portal do Candomblé em parceria com o mandato do deputado José Candido realiza o ato solene em homenagem às mulheres ilustres e às sacerdotisas de matriz afrobrasileira.
A atividade acontece nesta quinta-feira, dia 26 de maio, na Assembleia Legislativa de São Paulo, no auditório Franco Montoro, a partir das 20h.
Em alusão ao Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, a homenagem foi criada com intuito de premiar as sacerdotisas e mulheres que se destacam por seus trabalhos sociais.

Veja mais informações no site do Deputado José Candido / www.josecandido.com.br

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Carta de Campinas no I Simpósio Nacional de Saúde da População Negra e HIV-Aids

Carta de Campinas no I Simpósio Nacional de Saúde da População Negra e HIV-Aids. São Paulo - 20 e 21 de maio de 2010

Nós, negras e negros, pesquisadores, ativistas e organizações presentes no I Simpósio Nacional de Saúde da População Negra e HIV-Aids, ratificamos a Carta das Redes no VII Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e AIDS realizado em Florianópolis (28 de junho de 2008) e reafirmamos a importância do enfrentamento do racismo, do sexismo, da lesbofobia, da homofobia, da transfobia, da intolerância religiosa, da discriminação em função da condição de saúde, da vida com HIV, da deficiência ou de qualquer outra situação, para a garantia de efetivação do direito humano à saúde e, em especial, para a redução das vulnerabilidades às DST e ao HIV/Aids.
Embora o movimento negro seja um sujeito político que atua na defesa do direito à saúde e na luta contra a Aids desde a década de 80, ainda temos o desafio de mobilizar a sociedade para reconhecer o crescimento e o encrudescimento da epidemia de Aids na população negra.

Nós, negras e negros, pesquisadores e ativistas reivindicamos:

1. Que no âmbito das políticas, ações, projetos, planos ou programas da Secretaria de Vigilância em Saúde com destaque para o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais sejam definidas e incorporadas ações estratégicas e metas específicas para o enfrentamento do racismo e das iniqüidades raciais, considerando que estes são fatores incrementadores das vulnerabilidades à infecção pelo HIV e outras DST e ao adoecimento por Aids, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2006 e publicada no Diário Oficial da União no dia 13 de maio de 2009;

2. Que o Ministério da Saúde dê continuidade no fomento à pesquisas na área de racismo e Aids, população negra e Aids, por meio de editais de pesquisa específicos garantindo uma ampla divulgação dos resultados e sua aplicação em forma de políticas públicas;
3. Que o Ministério da Saúde e Organismos do Sistema ONU, ao implementar programas e ações de promoção aos direitos sexuais e reprodutivos, prevenção às DST-HIV/Aids, prevenção as drogas e redução de danos, considerem o impacto das desigualdades sócio raciais e de gênero, da violência, do racismo e da discriminação institucional na determinação dos contextos de vulnerabilidade às DST, HIV/Aids;

4. Que o Ministério da Saúde, Organismos do Sistema ONU, estados e municípios ampliem e aprimorem suas ações de comunicação no campo da prevenção das DST/Aids com vistas a garantir igualdade de oportunidades no acesso a informações e maior adequação às realidades e expectativas dos vários segmentos populacionais, residentes nas áreas urbanas e rurais, nos campos e nas florestas;

5. Que o Ministério da Saúde, Organismos do Sistema ONU, estados e municípios, apóiem iniciativas do movimento negro para fortalecimento do controle social das políticas de saúde e consolidação dos trabalhos em rede em busca de saúde integral, de acesso universal à prevenção, tratamento e assistência no campo das DST/Aids e de defesa incondicional do Sistema Único de Saúde.

Assinam
Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra
Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
Rede Lai Lai Apejo – População Negra e Aids
Rede Nacional Afro-Atitudes
Rede de Mulheres Negras do Paraná
Rede de Mulheres de Terreiros de Pernambuco
Rede Sapatá - Rede Nacional de Promoção e Controle Social de Saúde das Lésbicas Negras
Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
Conselho Federal de Serviço Social
Coletivo de Combate ao Racismo da Subsede CUT Campinas
Fórum de Mulheres Negras de Brasília
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Movimento de Saúde dos Povos – Círculo Brasil


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Email recebido de:

Michely Ribeiro da Silva
Psicologia UFPR
Rede Mulheres Negras - PR
Fórum Paranaense de Juventude Negra
Rede Lai Lai Apejo - População Negra e AIDS
Rede Nacional Controle Social e Saúde da População Negra

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ògún Iye!

Amigas e amigos, irmãos e irmãs,


Recebi hoje uma mensagem muito especial de Pai Waldir Persona. Não tem como não compartilhar uma benção tão linda e singela, mas de MUITA FORÇA, com todos(as) vocês.

Ògún Iye!!!

Marcia Farro - Coletivo Eixo Racial do Mandato Dep. José Candido
Ekedji Marcia de Oxum
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Bom dia a todos,

Hoje é um dia extremamente especial, um dia onde eu acredito que não devemos pedir nada, mas que devemos sim agradecer muito.

Agradecer a Ogum por tudo que cada um conquistou, todos que hoje estão trabalhando e tem caminho, todos que estão prosperando na vida, aos que tem uma casa, aos que tem comida em sua casa, aos que tem saúde, AGRADEÇAM MUITO. Vocês são privilegiados, milhares de pessoas hoje acordaram na rua sem ter o que comer, e muitos em uma cama de hospital, ou mesmo enterrando um ente querido.

Então agradeçam muito e peçam pelo próximo, que Ogum olhe por todos que hoje tem uma necessidade bem maior que a de cada um de nos.

OGUM, o orixá que está sempre nos guardando independente do caminho ser fácil ou difícil, aquele que protege nossa casa, nosso trabalho, que nos acompanha nas estradas e caminhos da vida, em cada momento que estamos por algum motivo guerreando.

Que ele traga prosperidade no caminho de cada um de nós.

É o que peço

Pai Waldir Persona
23/04/2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ministro Eloi Ferreira de Araujo fala no Bom Dia Ministro

O ministro da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araujo, participou de entrevista no programa Bom Dia Ministro desta terça-feira (20). Durante uma hora, o ministro falou com 13 rádios de diferentes municípios brasileiros sobre a importância das cotas raciais para o ingresso em universidades públicas, os avanços a partir da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que aguarda votação no Senado Federal, e a implementação da lei que obriga a inclusão da história afro-brasileira nas escolas (lei 10.639/03). O Programa Brasil Quilombola e a situação dos povos indígenas também foram pontos de pauta da entrevista, produzida e
coordenada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.



O tema mais discutido foi o da constitucionalidade das cotas raciais, que vem sendo aplicadas por mais de 60 instituições de ensino superior público, há quase uma década. A validade da instituição das cotas na
Universidade de Brasília será julgada em breve pelo Supremo Tribunal Federal e foi motivo de debate em audiência pública, no mês passado.



Segundo o ministro Eloi Ferreira “estamos vivendo um novo momento, onde a universidade tem acolhido a diversidade da sociedade”. Ele destacou que atualmente existem 50,6% de negros no Brasil e que as cotas raciais representam um avanço na inclusão e consequentemente na democracia, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e econômicas no país.



Ouça a entrevista completa em:



http://www.info.planalto.gov.br/media/audio/bdm200410.mp3.



Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977



terça-feira, 20 de abril de 2010

Governo Federal em parceria com Governo Popular lançam mapeamento de comunidades de terreiros na Região Metropolitana de Belém.

A Secretaria da Presidência para Promoção de Políticas da Igualdade Racial ( SEPPIR) , o Ministério do Desenvolvimento Social ( MDS), por meio da Secretaria Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional em parceria com lideranças afro-religiosas locais e Governo do Estado, que compõem o Conselho Estadual Gestor de Segurança Alimentar lançam em Belém um mapeamento de comunidades tradicionais de terreiros.

Esse mapemaento tem como objetivo fornecer um conjunto de informações precisas sobre essas comunidades , estimadas em mais de 3.200 na Região Metropolitana, para que os governos, e outras iniciativas públicas posssam beneficiar esse público com ações de assistência social básica e cidadania. Essa iniciativa também visa divulgar para toda sociedade informações sobre a atuação das comunidades afro-religiosas, formadoras da cultura brasileira , a fim de garantir as mais diversas formas de religiosidade e políticas públicas.

" É uma iniciativa histórica, implementada para essas comunidades, no sentido do Governo reconhecer e garantir políticas específicas para as comunidades de terreiros, como os direitos à soberania alimentar como todos os povos da nação brasileira", diz o Sub-secretário da Seppir, Alexandro Reis.

"Nesta fase inicial, vamos contemplar 4 cidades, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Belém , como grandes pólos estratégicos para esse mapemaento, e como projetos de atuação-piloto de programas de Segurança Alimentar, beneficiando comunidades tradicionais que vamos saber onde estão, quem são e poder atacar com mais precisão com políticas sociais no país", afirma Crispim Moreira ( MDS), Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

O evento foi realizado no Museu do Estado do Pará, e cerca de 600 pessoas de comunidades tradicionais de Belém,Mosqueiro, Ananindeua participaram do encontro.

"E o Conselho Gestor do Pará teve um papel estratégico para escolha de Belém nessa etapa do mapeamento, já que vamos poder avaliar com mais dados nossas demandas" ,afirma Mãe Nalva, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e do Conselho Gestor no Pará.

O Governo do Estado apóia a iniciativa e participa do Conselho estadual de Segurança Alimentar, " e vemos esse programa como uma necessidade ímpar para nossa região, já que aqui habitam milhares de comunidades de terreiros, e que precisamos dar respostas a longo prazo, assim como saber respeitar a diversidade religiosa , tem sido uma bandeira deste governo", fala Valmir Bispo, Superintendente da Fundação Curro Velho, que representou neste evento a Exma Governadora , Ana Jùlia Carepa.

O mapeamento vai ser realizado por uma ong ( Filmes de Quintal), que foi escolhida em licitação pública, e deve concluir os trabalhos até dezembro de 2010.

Frente afro-religiosa para cidadania - PA.
Imprensa: Keyla Negrão
Fotos: Marcos Barbosa